Coronavírus pode afetar abastecimento de peças vindas da Europa

Após constatar um possível risco de desabastecimento de peças e componentes importados da China para algumas de suas associadas, a Anfavea recebeu nesta semana sinais de alerta de fornecedores da Europa, principalmente da Itália, onde o governo decidiu que a partir da quinta-feira, 12, todas as atividades comerciais não essenciais estão proibidas de funcionar em todo o país, onde já foram registradas mais de 1 mil mortes pelo Covid-19, doença causada pelo coronavírus.

Na semana passada, durante coletiva mensal de imprensa, o dirigente da entidade Luiz Carlos Moraes disse que diante do risco de desabastecimento, a indústria já considera alternativas, como transporte aéreo para o adiantamento dos lotes ou mesmo alterar e calibrar o mix de produção dos modelos.

Durante o encontro com os jornalistas, Moraes reforçou que além de analisar os impactos na operação brasileira com o coronavírus, a Anfavea tem como prioridade a saúde e o bem estar de todas as pessoas que trabalham no setor, indicando que cada empresa deve tomar medidas internas necessárias para evitar um surto.

No entanto, até agora, não há nenhuma indicação de paralisação ou problema de desabastecimento por parte de nenhuma das associadas à entidade. É o mesmo caso relatado por Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças, que reúne as empresas fabricantes de autopeças no Brasil. O executivo ressalta que até o momento, não há indicação de problema sistêmico de suprimento de autopeças por causa do coronavírus na cadeia.

“A ocorrência ou não de problema [de desabastecimento] dependerá do tempo de retomada das atividades produtivas nos locais afetados. É possível que algumas empresas estejam se preparando para isso, mas não temos conhecimento de casos específicos. Do lado da demanda, teremos de acompanhar a evolução da economia no Brasil e no mundo”, declarou o presidente do Sindipeças.


CORONAVÍRUS E DÓLAR: PROBLEMAS À FRENTE

O avanço do Covid-19 em todo o mundo tem impactado fortemente a economia global, deixando os mercados nervosos. Isso elevou o dólar no Brasil e pela primeira vez a moeda passou dos R$ 5,00 durante o pregão da Bovespa, na quinta-feira, 12, mas fechou em R$ 4,78.

Para a Abeifa, associação dos importadores e fabricantes de veículos, o impacto negativo do dólar e do euro aliado ao imposto de importação de 35% não tem precedentes na história da entidade. Em nota, informa que vai propor soluções junto ao governo.

“Vamos em busca de redução do imposto de importação dos atuais 35% para 20%, alíquota equivalente à TEC, Tarifa Comum do Mercosul”, informa em nota a associação das importadoras.


Com relação ao coronavírus, a Abeifa acrescentou que “cada associada está monitorando a situação e decidindo individualmente sobre as medidas a serem tomadas, caso sejam aplicáveis”.

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Fonte: http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/30745/coronavirus-pode-afetar-abastecimento-de-pecas-vindas-da-europa